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O Caixa de Mensagens é um projeto solo, egoísta, egocêntrico e unicamente meu. Mas o meu filho, o Ornitorrinco Suicida escreve aqui de vez em quando. Aqui você pode conferir os meus desenhos, críticas de filmes, comentários (poucos) sobre fatos da atualidade e um bocado sobre a minha vida. Se você vem aqui regularmente é porque tem um mínimo de interesse por algumas dessas coisas, né? =D
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:: Segunda-feira, Abril 21, 2008 ::

MANUAL DE NERDS DA REVISTA WIRED

Um guia de campo para o Submundo Nerd.

A questão é o seguinte: Você tem aquele seu amigos estranho, estranho, muito estranho. Geralmente, quando ele faz alguma piada, você não entende. Ele ri e te diz:

- Ah, isso é do filme "tal".

Você não sabe, sequer faz idéia de que filme é este. A menor e mais vaga idéia. Mas ele te garante que existe e você acredita... porque não, não é? E não é só isso. Você não faz a menor idéia de como ele ficou seu amigo (talvez nem ele, vai saber), mas o fato é que, mesmo sendo estranho e carregando sempre aquela mochila com livros, folhas rabiscadas e uns dados em formatos estranhos, ele é um cara (ou uma moça) legal. Batuta. Sangue-bom. Boas notícias. Aquele seu amigo é um nerd.

E aqui eu gostaria de explicar que existe, sim, uma diferença entre o conceito de nerd e o do conhecido C.D.F.

Pausa para um momento de estupefação.

...

...

...

...

...

Okey, continuando. Nem todo nerd é C.D.F., mas quase todo C.D.F. é um nerd. Eu sempre exemplifico usando a mim e a minha irmã como exemplos. Ela era C.D.F. Estudava feito uma condenada e sempre foi a melhor aluna do colégio. Mas se eu perguntar quem é Kevin Smith e qual foi o último filme dele, ela vai dizer algo do tipo: "Hein?". Já eu, sei de cor os inimigos do Homem-aranha, e sempre fui um aluno "de média". Notas de Sete pra cima, mas de vez em quando a professora me pegava lendo "O Parque dos Dinossauros" em plena aula, ao invés de prestar atenção em como "a artigo + a preposição formam um à craseado e que crase não é acento, o acento é grave e crase é o fenômeno" (o que prova que eu prestava atenção do mesmo jeito, mas isso não vem ao caso).

Enfim. Você tem um amigo nerd, mas não faz a menor idéia de como interagir ou até mesmo rir das piadas do pobre para não deixá-lo sem graça. Me foi passado por um amigo que se encaixa nessas especificações abaixo, essa lista da revista "Wired" (tem no site se quiser ler no original - com fotos ilustrativas por sinal), que serve para os nerds se identificarem, trocarem figurinhas e ajudar aqueles não-nerds a encontrarem um meio de comunicação, se é que eles pretendem se aproximar dessa raça estranha da qual surgem cada vez mais espécimes.

traduzido e adaptado por Kadu Castro

1. O Fã Babão
Descrição: Se comunica basicamente através de falas de "Os Simpsons", "Guerra nas Estrelas", "Highlander" e "Os Caça-fantasmas". Adora discutir coisas como “quem venceria uma luta entre Batman e Boba Fett?” (Batman, claro).
Crenças: A Força existe, mas os midi-chlorians são pura balela. Han atirou primeiro.
Gosta de: Biquíni dourado da Princesa Leia. Tenente Starbuck de Battlestar Galactica (ambas as versões masculina e feminina). "Amazing Fantasy" Nº 15, onde o Homem-aranha apareceu pela primeira vez. Uniformes Colantes de Veludo.

2. O Maluco por Música
Descrição: Seria muito feliz se pudesse te apresentar à música de verdade, ao invés dessa porcaria superexposta de que você gosta. Sempre na pilha de ir a um show, que provavelmente será uma merda.
Crenças: MP3s não são tão bons quanto CDs, que não são tão bons quanto LPs de Vinil, que não são tão irados quanto Cilindros de Cera. O material de que seus cabos de som são feitos REALMENTE importam.
Gosta de: Um set completo de Singles Pop desconhecidos. O programa “Por trás da Música” do Canal VH1 (mas somente os de Metal Cabeludos). 0.0 pontos no Pitchfork do aparelho de som. Tubos a vácuo.

3. O Jogador
Descrição: DESTREZA alta e pontos de INICIATIVA, baixo CARISMA (por isso a falta de amigos). Dado a insultos indecifráveis como "T DTN3I, 9ATO!".
Crenças: O Jogo “Vida Real” tem uma ótima mecânica física, gráficos em alta resolução e som surround bem convincente, mas uma “curva de aprendizado” muito difícil. Garotas deveriam se vestir como a Yuna de Final Fantasy.
Gosta de: Locais de Renascimento. Resposta Motora através dos joysticks de videogames. Toques do Pac-man para celular. Morgan Webb. Jogos cooperativos com tela dividida.

4. O Técnico
Descrição: Sociável apenas quando está na fila do lançamento tecnológico da semana; Voraz nos comentários do Forum Gizmodo. Aparentemente inabalável quando confrontado com o 'Remorso de ter Comprado Logo Que Saiu' (também conhecido como Síndrome da Maçã de Newton).
Crenças: “Eu sei consertar isso”. Não há nenhum outro Deus que não McGuyver. “O preço vai cair em um mês, mas eu preciso disto AGORA”.
Gosta de: Desencaixotar videos. Baterias-reserva. LEDs azuis. Canetas-laser. Pessoas que LPDM (Lêem a Porra do Manual). Coisas que fazem altos cliques.

5. O Hacker
Descrição: Mal-humorado crônico – afinal de contas, ter um intelecto tão superior é um puta fardo. Tendências paranóicas.
Crenças: Um deve prevalecer, um deve cair. Alergia solar é uma doença de verdade. Cybersex não é tão nojento assim. Cory Doctorow é muito brando com DRM (o que quer que isso seja). A revista “2600” se vendeu.
Gosta de: Trinity. Fluência em “l33t”.

6. O Otaku
Descrição: Demasiadamente feliz. Prefere ler da direita para a esquerda.
Crenças: Mangá é uma Mídia, não um Gênero. “Sexo Felpudo” não é nojento. “Eu posso aprender japonês através de Gundam”. Lynn Minmay é a personagem mais irritante da história de qualquer coisa. O próximo grande lançamento de anime será um puta sucesso no ocidente – desta vez com certeza absoluta! Mangá não é só sobre pornografia com tentáculos, tá?
Gosta de: Pornografia com tentáculos. Live Action Role Playing Safado. Namoro SIMs. Tudo o que é fofinho (kawaii).

Kadu, ouvindo You know I'm no good do Arctic Monkeys.
:: Kadu Castro 1:08 PM [+] :: Cartas pra Redação:
:: Quarta-feira, Abril 16, 2008 ::
SIGUE-SIGUE SPUTINIK

É a vida. A gente tenta se manter vivo, aceso, não ficar jururu... e o impressionante é que às vezes a gente consegue. Tem aqueles momentinhos em que passamos por uma daquelas "depressões saudáveis", sabe? (se é que isso pode ser, ou sequer foi, saudável alguma vez) Que põem a sua vida em perspectiva e te dá o que pensar nos próximos meses. Um objetivo a curto prazo e, se você souber se tratar bem sem a ajuda de um psicólogo, talvez a longo prazo.

Me deparei com uma dessas "verdades supremas da semana" nesta semana... Tipo, pé quebrado em casa, sem sair muito, tentando terminar a monografia (isso tá uma noveeeela), engordando feito um boi pro abate e tals, me fez repensar alguns momentos da vida. Em especial no último ano (meio que contando a partir do próximo mês). E o que deu pra sacar foi:

Eu não curto muito o que eu faço.

Trabalho mesmo. Aquela coisa chata que te dá dinheiro pra fazer coisas legais, sabe? Aquilo que você faz quando não está em casa, sentado na poltrona ouvindo Eleanor Rigby enquanto desenha ou digita no seu blog. E eu lembro de uma conversa com uns amigos mais chegados tida mais ou menos na mesma época em que mesmo as pessoas que têm o emprego mais legal da face da Terra (ou aparentemente) também não são muito chegadas no que fazem e preferiam fazer outra coisa. Algo mais autoral, talvez... ou mesmo algo completamente diferente. Vai entender o que esses putos pensam, né?

E aí chega-se a conclusão de que você é um puta idealista destinado a sofrer eternamente porque quer fazer o que gosta, mas faz o que não gosta na esperança de um dia fazer o que gosta. Aí, quando você estiver com 50 anos e largar uma gerência de uma multinacional para, sei lá, escrever em blogs... nego te chama de louco, você faz muito mais dinheiro do que já fez, e se aposenta feliz. Claro, em troca de outros 30-e-muitos anos miseráveis nos quais você respondia a pessoas (que você considerava) mais incapazes que você ou lidava com aquelas cobras do trabalho que, por mais que pareçam seus amigos e te dêem o que você pede no amigo oculto, só esperavam a melhor oprtunidade de puxar o seu tapete e subir na frente.

Como uma amiga minha, eu culpo os filmes. Em especial à Disney. Aquela maldita empresa que me fez acreditar em finais felizes. Culpo ainda a Marvel, que me fez acreditar que um nerd um dia casaria com uma esposa supermodelo... só para descobrir, anos depois, que por uma mera decisão editorial esse casamento seria apagado. Pensando bem, não culpo a Marvel não... Se Peter Parker realmente existisse a vida dele seria muito pior do que a de muita gente. E sem previsão de acabar, porque ele é muito lucrativo.

De qualquer maneira, a gente levanta e segue a vida. Eu, com o meu otimismo incidental, inerente e jamais apagado. A minha inércia permanente, lutando sempre contra a vontade de fazer algo legal. E nesses rompantes de algo legal é que surgem reais oportunidades de... algo legal. Como essa tirinha aí de baixo.



Eu sou um cara chato. Mas muita gente me acha legal. Eu me acho muito "deprimido" às vezes... mas são só os choques de realidade. Finalmente, eu devo estar crescendo... ¬_¬'

Kadu, terapia pra quê? Um blogue não lido é o que há! \o/
:: Kadu Castro 9:55 PM [+] :: Cartas pra Redação:
:: Domingo, Abril 13, 2008 ::
DE VOLTA OUTRA VEZ

Já perdi as contas de quantas vezes eu "voltei" pra este blog... Tsc, mas enquanto as coisas não andam como deveriam (grande parte culpa minha mesmo, admito) seguimos com a vida como ela é:

Ornitorrinco. Back from the dead!



Kadu, do you wanna a piece of me?
:: Kadu Castro 12:16 AM [+] :: Cartas pra Redação:

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